Câmara aprova novo local


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O voto de Joaquim Ribeiro foi crucial para a aprovação da mudança do local do CDP: ‘Não foi fácil essa decisão’
O voto de Joaquim Ribeiro foi crucial para a aprovação da mudança do local do CDP: ‘Não foi fácil essa decisão’
Será desta vez? A Câmara Municipal aprovou ontem um novo local para a construção do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Projeto do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) disponibilizou ao Estado uma área a 150 metros do antigo terreno doado. Ambos os locais ficam na Fazenda Municipal Pouso Alto, na região do City Petrópolis. O chefe de gabinete de Sidnei Rocha, José Paschoal Ribeiro, que esteve pessoalmente falando aos ouvidos dos membros da base aliada para acertar a aprovação da proposta, viajou para São Paulo no fim da tarde de ontem para acertar os detalhes do projeto. Paschoal disse que técnicos da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente), da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) e da CPOS (Companhia Paulista de Obras e Serviços) estiveram observando o novo terreno no último dia 10. Em um acordo extra-oficial, a licença ambiental para a obra já estaria acertada. Uma camada de couro de cerca de cinco metros de espessura depositada no subsolo do antigo terreno teria sido o motivo do veto da licença e o deslocamento de 150 metros teria garantido a viabilidade da obra. O chefe de gabinete garantiu que a licitação da obra seria aberta por meio de edital publicado nos jornais de hoje. Dez votos eram necessários para aprovar o projeto e, sem Marcelo Valim (PSDB), que estava fora do plenário, em tese, a base governista teria apenas nove. A oposição, que contava com o voto de Joaquim Ribeiro (PSB) para rejeitar a proposta que deu entrada em regime de urgência na pauta, optou por não discuti-la. Na hora da votação, a surpresa. Ribeiro votou sim e completou a dezena de votos necessários para a aprovação. “É preciso uma solução para esse impasse do CDP. Essa foi a melhor? Não. Não foi fácil essa decisão, mas era preciso decidir e eu decidi pelo lado que as coisas devem funcionar”, declarou Ribeiro, que sempre foi contrário à construção. Surpreendidos, Maurício Chinaglia (PSB) e os vereadores petistas Silas Cuba e Gilson Pelizaro só puderam esbravejar. Chinaglia disse estar com a consciência tranqüila de que não havia cometido nenhum erro. Silas chamou a votação de “absurda” e acusou os companheiros que votaram sim de não terem pensado nos moradores da região que receberá o CDP. Pelizaro foi o mais contundente. “Teimar uma vez a gente perdoa, mas teimar duas é burrice”, disse. Assim como fez desde a doação do primeiro terreno, Pelizaro afirmou que o terreno é inadequado e classificou a aprovação como “irresponsável”. Sem dar ouvidos aos que votaram não, Jepy Pereira (PSDB), Luiz Carlos Fernandes (PDT), Marcelo Caleiro (PMDB) e o próprio Joaquim Ribeiro comemoraram a aprovação como a solução da novela do CDP, que já dura mais de um ano. Assim como eles, carcereiros da Cadeia do Jardim Guanabara, que, ao contrário da maioria dos vereadores, já sabiam da votação do projeto e foram ao plenário acompanhá-la. Resta saber se o governo do Estado dessa vez vai escrever o último capítulo da história e realmente viabilizar a obra. A Secretaria de Administração Penitenciária não fornece informações oficiais sobre o projeto do CDP de Franca há exatos 46 dias.

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