Um líquido de cor escura (esverdeado) empoçado no cruzamento da Avenida Santa Cruz com a Rua Maria Caprara Archetti gera transtornos aos moradores e comerciantes da Vila Santa Cruz.
Eles não sabem explicar de onde a água brota, mas dizem conviver com o problema há pelo menos três anos. O cheiro forte lembra esgoto, invade as residências e atrai insetos, especialmente mosquitos e pernilongos.
A bibliotecária Ana Cristina Veríssimo, 46, moradora do bairro há 20 anos, é uma das que convivem com a poça malcheirosa na esquina de casa. Depois de reclamar várias vezes na Prefeitura e não obter retorno, decidiu procurar a imprensa para relatar o problema. “Acho que eliminar essa água parada é algo urgente, uma questão de saúde. Quem mora nesse pedaço da avenida sofre.
Aqui em casa a gente tem de passar a vassoura e jogar água todo dia para diminuir o odor, senão ninguém agüenta.”
O vizinho da frente de Ana Cristina, o sapateiro autônomo João Feliciano Júnior, 52, mora na Avenida Santa Cruz desde que nasceu, também está cansado de enfrentar o fedor de barro podre todos os dias. “O cheiro é muito forte e incomoda. Às vezes a gente está comendo e vem aquele cheirão.”
A água fica o tempo todo empoçada. Mesmo em dias de sol forte, não evapora. Quando chove, a situação se agrava. Os moradores disseram que, sem bueiros para escoar a água, a Avenida Santa Cruz vira um verdadeiro rio e a enxurrada invade as casas.
RESOLVE?
A secretária de Obras, Serviços Municipais e Meio Ambiente, Valéria Marson, disse que o problema na Vila Santa Cruz é a falta de rede de galerias. “Ao ser loteado, o bairro não recebeu tubos e bueiros para escoamento das águas pluviais. Além disso, a rua não tem declividade e a água acaba ficando empoçada”, afirma.
Segundo Valéria, após reclamações, a Prefeitura esteve no local e encomendou um estudo para solucionar o problema. Ainda não está definido o que será feito nem quando. “Estamos em processo de elaboração do projeto. Poderemos ligar a tubulação a uma rede próxima ou ter de construir uma própria para o bairro. Se for algo pequeno, iniciaremos em breve. Caso contrário, teremos de incluir as obras no orçamento de 2007.”
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