Surpresa, mãe diz monitorar passos da filha


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A mãe de uma das menores levadas para motel por dois adultos relatou sua revolta com o caso. Separada há três anos, ela mora em uma casa modesta em um bairro da zona sul. A reportagem do Comércio esteve no local. A menina estava dormindo, embaixo de um cobertor, deitada sobre um tapete no meio da sala, diante de um televisor de 29 polegadas. À primeira vista, a estudante de 13 anos não é daquelas garotas que aparentam ser mais velhas. Segundo a mãe, é uma adolescente normal, estudiosa, amorosa e quase não saía de casa, até que conheceu a “Cyber”, localizada nas proximidades da casa de uma prima da mesma idade. Estudante da 7ª série do ensino fundamental, a menina foi se tornando rebelde à medida que freqüentava as salas de bate-papo. Passou a exigir da mãe mais liberdade e manter contatos freqüentes com amigos do bairro onde o pai mora. “Cheguei a dar castigos e a conversar com ela dizendo que estaria proibida de ir até lá. Parece que já pressentia que algo de ruim poderia acontecer com minha filha”. A garota ganhou um computador do pai. Ele está instalado no quarto da estudante, mas revoltada com o que aconteceu com a filha, a mãe não deseja mais conectá-lo à rede mundial de computadores. Para a psicóloga Fabiana Oliveira Zagolin, é muito importante o diálogo dos pais com os filhos a respeito do uso da internet. “O acompanhamento é fundamental para evitar circunstâncias desagradáveis. Hoje, os filhos menores já se acham os donos de suas vidas. Daí a importância da conversa com a filha para que ela possa se abrir. Os filhos têm que apresentar os problemas e os pais os ajudarem a sair deles”.

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