A reunião da Junta Disciplinar Desportiva hoje à tarde será o primeiro julgamento do qual os jogadores do Brasilândia, envolvidos na agressão contra o juiz Fransérgio Roberto Neto, serão submetidos. Claudinei, Giovanni, Alex dos Reis e Rogério Luís também devem ser processados cível e criminalmente pelo árbitro, que conta com amparo da AFA (Associação Francana de Arbitragem).
O caso aconteceu no sábado, nos minutos finais da partida da semifinal do Campeonato Varzeano disputado entre o Corintinha e Brasilândia. Tanto a AFA como a Liga Francana Amadora de Futebol pedirão à JDD que puna os jogadores de forma mais drástica.
Neste ano, essa foi a primeira confusão grave envolvendo juiz de futebol e atletas nessa competição.
Os atletas podem pegar de 360 a 720 dias de suspensão na Várzea. Mas um dispositivo legal faz cair pela metade essas penas em caso de jogadores amadores. “A AFA não tem tanto poder para impedi-los de competir, mas vamos tomar medidas jurídicas.
Entraremos com ações na área criminal e cível”, disse o presidente da associação, Antônio Messias Nunes Filho, 39.
Segundo ele, os maiores riscos para os juízes acontecem durante os jogos de chacrobol. “Estamos procurando solicitar segurança para a arbitragem e orientando árbitros com palestras”, destacou Messias. Uma das recomendações repassadas, segundo o presidente da associação que reúne 35 membros na área de arbitragem, é evitar expulsões durante os minutos finais de jogos. “O jogador fica provocando e às vezes “pede” o cartão vermelho para ter motivos de partir para cima.”
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