O mercado de locação está vivendo um momento em que manter a ocupação dos imóveis é um constante desafio. A ótica atual dos pretendentes tem requerido dos locadores e administradoras, imóveis novos ou em ótimo estado de conservação, com o maior número de itens de “upgrade”. E coitado de quem não se adequar às “novas regras”, pois vai estar fadado a ter o imóvel por longa temporada desocupado.
Alguns dos problemas antigos que afligiam os proprietários, como leis que favoreciam demais os inquilinos, planos econômicos mirabolantes e hiperinflação, foram resolvidos. Hoje vivemos plenamente a lei de mercado (oferta e procura). Com a estabilização monetária e conseqüente estabelecimento de parâmetros táteis, muitos investidores entraram com vigor no mercado de construção para locação de imóveis e a conseqüência disto é uma oferta exacerbada, somada a um período não muito fértil em nossa indústria local.
Por muitos anos vivemos o mito de que o imóvel deveria render, ao menos, 1% ao mês, do valor venal de mercado e com esta rentabilidade o senhorio faria sua aposentadoria. Ledo engano.
O que encontramos hoje é uma rentabilidade bruta situada em torno de 9% ao ano, sujeitas, ainda, aos descontos do imposto de renda e administradora de imóveis. A conclusão é de investimento de longo prazo, para pessoas conservadoras.
Em nossa cidade não temos um número seguro quanto à disponibilidade total de imóveis para locação, mas estimamos em 12 mil, dos quais 2 mil estão vazios. E destes vagos, muitos sem adequadas condições de uso. Porém, a velocidade para a locação encontra-se em torno de 30 dias, o que é bem animador. Uma das grandes vantagens de ter um imóvel para alugar está na sua possível valorização no longo prazo. Mas para investir e alcançar esta expectativa é necessária uma cuidadosa pesquisa e orientação de profissionais especializados e de confiança.
O que se pode observar é que os maiores índices de valorização ocorrem em áreas novas, onde estão se formando os núcleos populacionais, com todas as suas necessidades urbanísticas (lazer, comércio, serviços, etc.). Neste segmento o investidor poderá alcançar taxas muito superiores à média, mas envolve o risco do imóvel estar desfocado do padrão do local.
Como todo investimento, o mercado de locação exige muita atenção e atualização, do imóvel e do investidor, mas, “mineiramente” falando, compensa.
LUIS CARLOS TEIXEIRA é advogado e empresário do setor imobiliário
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