Curtumes se ajustam?


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Caros jornalistas do Comércio da Franca. A ausência de populares em uma audiência técnica é cultural. Teria outra receptividade e repercussão se tivesse sido realizada em local mais acessível às comunidades vizinhas do Distrito Industrial. O ambiente pesa muito para uma pessoa mais simples, que se constrange até em comprar uma peça de roupa em loja com visual mais sofisticado. Ainda a pouco, retornando de Ribeirão Preto e, antes disso, visitando amigos no Parque Esmeralda, pude sentir o mau cheiro provindo ali da região dos curtumes, no Distrito Industrial. Disseram-me que, dependendo da direção e intensidade dos ventos, a coisa fica feia. Os industriais e o Ministério Estadual merecem encômios, sem dúvida. Todavia, não me parece que o problema da poluição, no local indicado pela reportagem, esteja no nível de excelência comemorado. É preciso mais, é preciso ouvir, na fonte, os moradores de todas as circunvizinhanças do Distrito. Aliás, o que foi que o Dinfra – de cuja extinção efetiva não se tem falado – deu em contrapartida para a sociedade nesses anos todos, ainda que pela mão terceirizada de entidades ou associações criadas ou readequadas para o combate do problema sócio-ambiental em pauta? Com a palavra a administração municipal, pródiga em elogios e mísera em prestação de contas aos nossos concidadãos mais afetados pela emissão de poluentes. José Carlos Théo Maia Cordeiro é advogado

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