A diretoria da Santa Casa anunciou, ontem, que abriu sindicância interna para apurar responsabilidades na morte do gráfico José Antônio Rodrigues, 48, na porta da instituição, no último sábado.
Rodrigues morreu em decorrência de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) após esperar socorro por 20 minutos. A família acusa o hospital de manter trancada a porta do pronto-socorro e negligenciar atendimento à vítima.
A assessora de imprensa do hospital, Jacinta Sad, disse que a sindicância busca detectar as falhas no atendimento ao gráfico. “O questionamento dos familiares é em relação ao tempo em que o socorro aconteceu. O plantonista alega que não deixou de atender o paciente e que não houve toda a demora alegada.
Vamos apurar para dar uma posição para a comunidade”.
Jacinta negou que a porta do pronto-socorro estava fechada quando Rodrigues chegou de ambulância. “Aquela porta não fecha. Trabalhamos 24 horas por dia. Ela só é encostada, entre 19 horas e 7 horas, por motivo de segurança. É só chegar na recepção que a porta é aberta e o atendimento é realizado”.
SEM ATENDIMENTO
Rodrigues morava em Anápolis e estava em Ibiraci, na casa de parentes, a passeio. Na madrugada de sexta-feira para sábado, passou mal e foi conduzido ao pronto-socorro local. Diante da gravidade, foi conduzido a Franca, mas o plantonista da Santa Casa teria se negado a atendê-lo sem encaminhamento prévio do PS “Dr. Janjão”.
“Foi uma falta de humanidade o que fizeram com ele”, disse o agricultor Sebastião Pinheiro, primo da vítima. Rodrigues, que deixa três filhos, com idades entre 23 e 28 anos, foi enterrado em Anápolis, no domingo.
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