Como uma alternativa de espantar a crise e expandir o mercado consumidor de sapatos, o projeto América Latina foi apresentado pela Apex (Agência de Promoção de Exportação), na noite de ontem, aos empresários do setor calçadista de Franca.
Dados revelam que países como Venezuela, México, Colômbia, Panamá e Chile têm um grande potencial de consumo a ser explorado. Uma das propostas apresentadas é a participação nas feiras e eventos voltados ao setor.
“O México, por exemplo, importou 11 milhões de pares de sapatos em 2005 e até setembro deste ano já foram quase 7 milhões.
Seguido pela Venezuela que em 2005 importou 5 milhões, até setembro deste ano já são 4 milhões. É um mercado a ser explorado. Precisamos dar o primeiro passo e mostrar a nossa cara. Sair um pouco do mercado americano e europeu”, disse o presidente da Francal, Abdala Jamil Abdala.
As opiniões dos mais de 50 empresários que participaram do evento são divergentes. Alguns como o agente de exportação da Krena, Cassiano Pimentel, acreditam que esses investimentos são vantajosos e são a única forma de mostrar e valorizar o produto. “Em maio deste ano participei de uma feira na Jordânia.
Os investimentos foram grandes. Conquistei quatro clientes, mas o importante foi mostrar o meu produto. Os empresários francanos precisam parar de reclamar e de querer retorno imediato e “arregaçar as mangas” e trabalhar. Temos um calçado de primeira qualidade”, disse.
O diretor da Fiesp e um dos sócios da Freeway, Wainer Machado da Silva, afirmou que o investimento para participar desses eventos é alto. “Os estandes de 10 metros quadrados valem aproximadamente R$ 3,5 mil. Aí você contabiliza despesas com alimentação, hospedagem, propaganda e funcionários. O custo é muito alto, mas não há outra saída”, comentou.
A Apex apresentou o calendário anual de todas as feiras que serão realizadas em 2007. A primeira será a 15ª International Footwear & Leather Show, no período de 6 a 9 de fevereiro em Bogotá, na Colômbia.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.