No último dia 7, a dona de casa ECSA, 30, moradora no Complexo Aeroporto, foi submetida à cesariana para a interrupção de uma gestação de sete meses. Seu bebê também era anencefálico. Ela brigou na Justiça por cerca de um mês para obter a autorização do aborto. A decisão, inédita no Judiciário francano, gerou muita polêmica na cidade. A Diocese da cidade chegou a emitir uma nota oficial de repúdio à atitude de ECSA.
O juiz Paulo Sérgio Jorge Filho, responsável pela sentença favorável a este aborto, disse que buscou com sua decisão evitar “sofrimento e danos psicológicos à mãe da criança, já que não se tratava de uma vida viável”. O procedimento foi realizado no Hospital Unimed e o bebê, que morreu logo depois do nascimento, pesava mais de um quilo.
A autorização judicial para a realização de interrupção de gravidez para bebês anencefálicos não é comum no Brasil. Segundo o site “Consultor Jurídico”, somente 14 autorizações foram expedidas no País. O juiz Paulo Sérgio já havia proferido sentença semelhante, em 2002, quando trabalhava em Ituverava.
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