O lavrador Eurípides Lúcio, 54, o “Euripão”, era um homem conhecido pela sua valentia. Violento, até mesmo os familiares o temiam. Na noite de domingo, voltou a fazer mais uma de suas ameaças aos parentes. A polícia foi chamada para tentar acalmá-lo. Houve reação e ele teria partido para cima dos policiais armado com uma barra de ferro. Os PMs revidaram e deram oito tiros em sua direção. Atingido por seis disparos, Euripão morreu logo em seguida. Para o comando da Polícia Militar, a conduta dos soldados teria sido correta. Um inquérito foi aberto para apurar se houve excesso. O Ministério Público também promete acompanhar de perto o caso.
A confusão aconteceu no Sítio Bálsamo, situado nas margens da Rodovia Vicinal Manoel Carrijo, que liga Cristais Paulista ao Balneário de Águas Quentes, próximo à divisa com Pedregulho.
Euripão chegou a uma propriedade vizinha alterado e perguntando pela irmã dele. “Muito agressivo, ele perguntava por nós e falava que iria em nossa casa a todo o custo. Preocupado com a reação dele, meu sobrinho resolveu chamar a polícia”, contou o caseiro José do Carmo Martins, 51, cunhado do lavrador.
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Eram 19h45, quando os soldados Reis e Joviano chegaram e foram informados que Euripão estava debaixo de uma mangueira nos fundos do sítio. Os policiais foram até lá e, como estava muito escuro, o chamaram para conversar em outro local. Não houve resposta. Reis se aproximou e tentou dialogar. Silêncio novamente. “De repente, ele pegou uma barra de ferro que estava escondida ao seu lado e passou a agredir o soldado (Reis), fraturando seu braço esquerdo. Os policiais reagiram e tiveram de atirar para tentar se defender. Somente quando ele foi atingido na perna e caiu ao solo é que parou de agredir os soldados”, disse o tenente Fabiano.
Os policiais deram oito tiros. Euripão foi atingido por seis disparos, dois nos braços, dois no peito e dois nas pernas. Foi socorrido pelos próprios policiais e levado na viatura para a Santa Casa de Franca, onde chegou morto. A ocorrência foi registrada na delegacia de Cristais Paulista como resistência seguida de morte e será investigada pela equipe do delegado Djalma Batista. Um inquérito policial militar também foi aberto para apurar a conduta dos policiais. Eles serão submetidos à avaliação psicológica para constatar se podem voltar a desempenhar suas funções ou se serão afastados.
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