‘Não tenho dúvidas de que há gasolina no subsolo’, diz técnico


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Analisar o combustível encontrado no subsolo do posto para verificar se realmente era gasolina foi uma das situações apresentadas pelos advogados do proprietário, mas foi considerada medida dispensável pelo técnico da Cetesb, Marco Antônio José Lainha. Segundo ele, não há dúvidas de que o líquido encontrado no subsolo era gasolina, mesmo assim, amostras foram colhidas. “Atendo emergência há 18 anos e pela minha experiência não tenho dúvidas de que é gasolina”. Lainha foi um dos técnicos que vieram a Franca somente para inspecionar o Cire Auto Posto. Ele não falou sobre riscos e proporções de acidentes. Disse ao Comércio que não era a pessoa indicada para dar entrevistas, mas garantiu que durante todo o tempo em que atende emergência já presenciou 6,5 mil acidentes em postos de combustíveis. O fiscal da Cetesb, José Roberto dos Santos Fernandes, também não dimensionou os riscos gerados pela quantidade de combustível encontrado. Ele disse que apenas com uma investigação aprofundada é que será possível saber o quanto a pluma (mancha) de combustível caminhou no subsolo e, paralelamente, fazer a remediação. Para não haver riscos de acidentes, Fernandes recomendou ao proprietário do posto o monitoramento do risco de explosividade nas galerias, pelo menos, uma vez por semana. “O nível de explosividade sempre preocupa a Cetesb numa situação desta, principalmente se o combustível não estiver retido apenas na área do posto, o que não sabemos ainda”, concluiu.

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