A Justiça mandou que o registro das placas constantes na documentação do carro oficial da Câmara de Batatais, comprado no início deste ano, seja cassado. A investigação de supostos atos irregulares cometidos pela presidente da casa, Maria das Graças Arantes Silva, foi aberta em março deste ano pelo promotor Alexandre Padilha. Ela teria infringido o princípio da impessoalidade, previsto na Constituição Federal, quando emplacou o carro do Legislativo com a placa EMG 1047, cujos números são supostamente alusivos ao número de votos que obteve na eleição de 2004 (1047 votos). A placa polêmica consta apenas em documentos, pois o carro circula com placas oficiais do Poder Legislativo.
Para se defender da acusação de ter feito uma homenagem a si própria, a vereadora e presidente da Câmara dispara acusações contra o prefeito José Luís Romagnoli (PTB). “Isso é coisa do prefeito, que não tem o que fazer. É dor de cotovelo”, afirmou.
Em resposta, o chefe de gabinete da Prefeitura de Batatais, José Paulo Fernandes, isenta Romagnoli de qualquer tipo de perseguição. “Quem tem procurado perseguir o prefeito é ela, que fica fazendo denuncismo barato. O prefeito não tem nada a ver com a denúncia. Quem a fez ao MP foi um veículo de comunicação de Ribeirão Preto e o prefeito não manda na imprensa”, disse Fernandes.
O mandado que citará a vereadora na ação já está com um oficial de Justiça para ser cumprido. Apesar disso, Graça disse que a troca da placa foi antecipada. “Eu já pedi para tirar. Está em fase de troca. Não tem nada de ação. Já mandei a documentação para o promotor”, afirmou. Quanto à suposta tentativa de personalização do carro oficial, um Vectra 2006, Graça se diz inocente e afirma que a placa não passa de coincidência.
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