Jovem diz não sofrer preconceito na escola


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Carla Bolonha, assim como muitas jovens, é tímida. Não é de falar muito. Mas isso não a impede de ter amigos e de contar com o apoio dos colegas de classe. Se ela falta à aula, logo alguém oferece o caderno para que possa copiar a matéria. Mesmo sendo portadora de Síndrome de Down, não tem proteção. “Ela faz as provas e os trabalhos como todos os colegas. Felizmente, nunca sofreu preconceito dos colegas ou dos professores”, disse a mãe, Mônica Bolonha. Ela entrou para a escola aos 6 anos em uma escola particular, mas logo depois passou para uma instituição pública. Nunca estudou na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Ao 9 anos, já estava alfabetizada, sempre contando com o apoio da mãe, que é professora aposentada. “A Carla nunca gostou de bonecas, então tive a preocupação de comprar brinquedos pedagógicos”, contou, ressaltando que a estudante também adora ler livros, jornais e revistas. Para que a filha fosse bem preparada, Mônica optou para que ela ficasse por dois anos em uma classe especial e um na classe normal. Desta forma, Carla demorou três anos para cursar cada série. “Deu resultado. Hoje vejo que ela está bem. Ela tem algumas notas vermelhas, mas mesmo assim sempre me surpreende. Quando penso que ela não vai aprender alguma coisa, é aí que ela se sobressai”, comemora. Em casa, Carla gosta de ouvir música e dançar, como qualquer outra jovem de sua idade, e sua comida preferida é quiabo. “Ela come todos os dias”, conta a mãe. Além de estudar, a estudante faz curso de pintura, dança e bijuteria. Também sonha com o futuro: “Quero fazer faculdade de ciência da computação”.

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