Alfredo Palermo
Passada a euforia da vitória eleitoral no Brasil, Lula quis estender os rojões de outra festa: brilhou na Venezuela, dias atrás, para festejar ao lado de Hugo Chávez. Nosso presidente foi até a capital venezuelana para pedir votos destinados à reeleição de seu colega, o rumoroso Chávez. Toda a imprensa critica o gesto de nosso presidente, pois considera uma intervenção absurda essa interferência estrangeira em negócios típicos da soberania venezuelana. E o pior: Lula criticou no país andino a imprensa brasileira, sempre ciosa do respeito aos diretos fundamentais de outros países.
No entanto, o passeio de Luiz Inácio Lula da Silva ignorou graves problemas de sua terra, neste final de ano em que a administração não se cansa de clamar por nossos problemas.
O problema que a imprensa vem apontando pela sua urgência de uma solução é, sem dúvida, o do transporte aéreo: cerca de 42% dos chamados em nossos três principais aeroportos sofrem por falta de vôos injustificável. E isso, apesar das ordens rigorosas que Lula deu às autoridades ligadas à regularidade dos serviços aéreos.
Por outro lado, o corte de verbas continua com sua política de reiteradas violências administrativas, onde se anulam esforços penosos: o governo determinou corte de R$ 3 bilhões de verbas destinadas ao Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia para usá-las em atividades de cobertura de débitos.
Um estudo importante do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão de pesquisas de São Paulo, acaba de revelar dados que devem abalar resultados de organismos oficiais: examinados pelo Ipea os profundos da economia nacional, os técnicos chegaram à penosa conclusão de que o crescimento do Brasil só será possível a partir de 2017.
Como reagirão os técnicos do governo?
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