A história de Carlos Martini Filho - Magrão, 49, no mundo do bumerangue, começou há 26 anos com um “acidente de percurso”. “Na época eu estava passeando no parque Ibirapuera em São Paulo e vi uma moça jogando bumerangue. Pedi para ela me deixar arremessar e na primeira tentativa quebrei o bumerangue”, comentou. Desse “acidente” surgiu uma amizade e o encontro com o médico Carlos de Campos Pagliuchi, considerado o mestre na arte dos bumerangues no Brasil.” Ele foi meu professor e amigo. Me ensinou tudo o que sabia, gostei e nunca mais parei”, disse Magrão, o primeiro brasileiro a conquistar um lguar de destaque em competições internacionais do esporte.
A luta pela divulgação do esporte no País começou em 1983 com a fundação do Bumerangue Clube do Brasil. “Para divulgar o esporte eu ia todos os dias no Ibirapuera e com isso fiquei desempregado. Foi quando iniciei a produção de bumerangues para vender. Na primeira feira que participei em 1985, vendi mil bumerangues, enquanto achava que venderia 100”, contou
“Magrão” já disputou seis campeonatos norte-americanos e um mundial. “Fiquei em 2º lugar em um norte-americano na modalidade “precisão”, esse é o primeiro e único título trazido para o Brasil até hoje”, disse. A falta de apoio e patrocínio fez com que no mundial da Austrália em 2005, Magrão integrasse a equipe da Suíça, que alcançou o 5º lugar. “O investimento no bumerangue não existe. Em todas as competições que participamos, as despesas são todas por nossa conta. Mas isso não tem problema, a minha satisfação é ver as pessoas arremessando bumerangue pela primeira vez e se apaixonando pelo esporte”, ressaltou Magrão.
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