O tenente Hélder, responsável pelo destacamento da Polícia Militar de Igarapava, cidade subordinada ao 15º Batalhão sediado em Franca, foi preso em fragrante quinta-feira à tarde por ter baleado um soldado. Atingido no pescoço, Mário Spraioto teve de ser levado ao hospital. Segundo a versão oficial da PM, o disparo teria ocorrido acidentalmente durante um treinamento de rotina. Em apenas 40 dias, foi o segundo caso em que policial militar foi ferido a tiro por colega de trabalho na área de Franca.
A ocorrência de quinta-feira aconteceu diante do destacamento da PM de Igarapava. De acordo com o major Brandão, na hora estava sendo feita uma instrução de policiamento de abordagem. Para isso, o trânsito foi interrompido nas proximidades. Por motivos a serem esclarecidos, a arma usada pelo tenente Hélder, uma pistola ponto 40, disparou. “O tiro atravessou o vidro de uma viatura, atingiu o colete do PM, ricocheteou e acertou a musculatura existente do lado direito do pescoço dele. Por sorte, nenhum órgão vital foi atingido”.
O soldado foi socorrido à Santa Casa de Igarapava. Ele já recebeu alta médica e se recupera bem em casa. No mesmo momento, o tenente era preso em flagrante por lesão corporal e levado para o presídio militar “Romão Gomes”, em São Paulo. Por volta de 20 horas de sexta-feira, beneficiado por um alvará de soltura expedido pelo Tribunal de Justiça Militar, o policial foi colocado em liberdade. Hélder responderá a inquérito militar.
Nesta segunda-feira, ele será apresentado ao 15º Batalhão para prestar esclarecimentos aos superiores e ser submetido à avaliação psicológica. “Após o exame, será decidido se ele tem condições de retornar às atividades normais ou se será afastado de suas funções”. Segundo o major Brandão, a avaliação psicológica é um procedimento interno adotado pela PM sempre que disparos efetuados por policiais, mesmo que acidentais, atinjam alguém.
No dia 6 de outubro, dois policiais militares de Franca também ficaram feridos levemente após suposto disparo acidental de arma de fogo. O tiro foi dado por um soldado que manuseava sua pistola dentro de uma viatura em movimento. Não se sabe se ele acionou o gatilho. A ocorrência foi registrada durante patrulhamento de rotina no Bairro Miramontes.
Em ambos os casos, as armas foram apreendidas para serem periciadas. Sindicância interna vai apurar se houve descuido ou falha da arma.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.