O computador popular do governo federal chegou às lojas ainda em 2005, mas até hoje pouca gente sabe da existência dele. A analista de crédito Thaísa Mara Leal Cintra, 21, é um exemplo.
No mês passado, ela pesquisou preços de computadores e, para sua surpresa, encontrou um que não apertava seu orçamento. “Fiquei impressionada, pois só entrei na loja para conferir o preço, mas depois vi que era possível fazer a compra”, disse. Thaísa foi atraída pela facilidade de pagamento e pelo modelo, na cor preta, justamente o idealizado por ela. “Me agradou em todos os sentidos, principalmente no preço. Além disso, pensei nos benefícios que teria com o micro em casa. Facilitaria para mim e minhas outras duas irmãs mais novas”, disse.
Segundo Thaísa, o computador agiliza os trabalhos acadêmicos e permite a realização de pesquisas na internet. Assim que teve o micro instalado, ela providenciou a internet e instalou alguns complementos e programas, como o MSN Messenger, programa de comunicação instantânea. “O fato de ser um computador mais simples não afeta em nada seu funcionamento. Consigo perfeitamente acessar a internet e ouvir música ao mesmo tempo.
No futuro, quero aumentar sua memória.”
LAPTOP
Depois do computador popular, o Brasil agora é um forte candidato a fabricar laptops a preços acessíveis dentro do projeto de inclusão digital. A proposta está em estudo e leva em consideração a capacidade de inovação observada no País, aliada à grande quantidade de mão-de-obra qualificada. Caso se concretize, a produção local só deve ser iniciada depois do lançamento oficial previsto para o primeiro trimestre de 2007 em escolas públicas. Índia, China, Nigéria, Tailândia e Egito também estariam interessados no produto.
A máquina tem sistema operacional Linux e permite acesso sem fio à internet e um mecanismo alternativo de energia com o qual os usuários utilizam uma manivela para carregá-la. No Brasil, há 15 protótipos desse computador em teste, com preço ainda não estimado.
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