Depois da faxina feita pela Secretaria de Obras, Serviços Municipais e Meio Ambiente e da volta da mãe ao apartamento 42 do Conjunto Habitacional do City Petrópolis, as quatro crianças, de 4, 3, 2 anos e um bebê de oito meses, que viviam em meio a baratas, retornaram ontem para casa. Elas haviam sido recolhidas pelo Conselho Tutelar após a avó, a dona de casa Hozana Carvalho Hermes, 52, denunciar o filho e a nora por causa da sujeira e das condições em que eles viviam. As crianças passaram 17 dias sob os cuidados das profissionais da Casa do Aconchego, mantida pela prefeitura para abrigar crianças em situação de risco.
Segundo o Conselho Tutelar, os pais mereceram mais uma chance. “Com eles mais organizados, o pai trabalhando, a casa limpa e a mãe disposta a mudanças, decidimos permitir que as crianças retornassem. A avó ficará responsável por fiscalizar as condições dos netos”, disse a conselheira tutelar Eli Vitoriano Gomes, que cuidou do caso desde o começo.
A mãe, a doméstica Isabel Cristina de Paula, 24, que, há mais de dois meses, saiu de casa com o bebê de 8 meses, diz ter se reconciliado com o pai das crianças e estar disposta a cuidar delas. “Agora eu quero matar a saudade e ficar bastante com eles. Daqui a uns dias, quero colocar eles na creche e tentar arranjar um serviço.”
Depois do Comércio ter mostrado o estado deplorável em que se encontrava a casa, a família recebeu diversas doações de mantimentos, beliches, colchões, várias roupas de cama e roupinhas para as crianças. Mas elas ainda estão à espera de mais doações. “A casa está um luxo só, nem parece aquela cheia de baratas, mas agora as crianças estão precisando de mais alimentos, de um guarda-roupa e de uma geladeira”, disse a avó.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.