Universitária se orgulha de ser negra


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“Sou negra de corpo e alma e me orgulho disso.” Em poucas palavras a universitária francana Rosyane Silva, 21, resume o seu sentimento ao falar da cor de sua pele. A dois dias das celebrações do Dia Nacional de Consciência Negra, Rosyane diz que o próprio negro tem de se conscientizar. “Temos que nos valorizar porque ainda há muita discriminação contra a cor da nossa pele”, disse ela. Para Rosyane, não há muito o que comemorar nesta segunda-feira. “É triste, mas muitos negros nem sabem o que se comemora neste dia. Não sabem quem foi Zumbi. Então vamos ter consciência de quê?”, questionou. A estudante diz ainda que muitos negros têm vergonha da cor da pele. “Muitos ficam falando que são morenos. Não existe isso. É preciso se orgulhar e continuar lutando. Porque não é fácil. Eu por exemplo, tive que batalhar muito para conseguir emprego”, disse Rosyane, que hoje trabalha em quatro lugares durante a semana. Além de fazer estágio como telefonista em uma empresa, trabalha como vendedora em uma loja no shopping nas tardes de sábado e à noite como recepcionista em dois bares da cidade. Além de tudo isso, a estudante ainda encontra tempo para fazer parte do Coral Afro-Brasileiro. “O nosso objetivo é resgatar a música africana. Mas estamos abertos a toda a comunidade. Não temos preconceito. Tanto é que nosso grupo tem brancos”. O grupo se apresenta em toda a região.

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