A região de Franca, que engloba 24 municípios, tem hoje 170 mil negros. Esse número representa 26,6% do total de 640 mil habitantes. Em Franca, 67 mil pessoas se declaram da raça/cor negra ou parda, o que corresponde a 23,6% da população. A região é a sexta do Estado com o maior número de negros. Os dados são da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), que fez o levantamento com base no censo populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2000.
Na região, a cidade de Jeriquara é a que tem o maior número de negros. Dos 3275 moradores, 1493 são da cor negra, o que equivale a 45,3%. O índice é superior ao do Estado de São Paulo, de 27%, e onde se concentra o maior número de negros do País.
Na outra ponta está a cidade de Buritizal. No município residem 3668 pessoas, das quais 209 são negras ou pardas. O que representa 5,7%. Entre as cidades com maior número de brancos na região também se destaca Santo Antônio da Alegria, com 91,4% de pessoas que se declaram brancas.
Em Aramina, a população de negros e brancos é equilibrada. Dos 4759 moradores, 58% são brancos e 41,6% são negros. Em Sales Oliveira, com 9322 habitantes, a diferença é sensível, sendo 85% de brancos.
O levantamento da Fundação Seade foi divulgado às vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado na segunda-feira, 20.
A pesquisa também mostra estatísticas não muito animadoras. Em relação aos indicadores de mortalidade (óbitos por cem mil habitantes), na faixa etária de 10 a 24 anos, o destaque fica com os homicídios. Morrem 60,5 brancos contra 120 negros.
DESEMPREGO
Quando se fala em desemprego, os negros também ficam para trás. Dados do IBGE revelam que, no mês de setembro deste ano, 58,8% estavam fora do mercado de trabalho no Estado de São Paulo. No mesmo mês, o mercado de trabalho empregou 11,8% de brancos contra 8,6% de negros e a renda mensal gira em torno de R$ 950,46 e R$ 417,23, respectivamente.
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