Profissão: shapper de bumerangues


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Quando manuseou um bumerangue pela primeira vez, há exatos cinco anos, Leandro Henrique Borges, 26, até então mecânico de manutenção, mal imaginava que daí surgiria também a sua profissão. Ele é o primeiro praticante desse esporte em Franca, e a paixão foi tão grande que começou a fabricar os próprios bumerangues. Como na cidade existem apenas três adeptos do jogo, a alternativa encontrada por ele para sobreviver foi comercializar seus produtos pela internet: “Aqui em Franca a clientela é praticamente nula, por isso vendo para todos os Estados do País. Além dos atletas, muitas empresas compram para distribuir como brindes promocionais. Na média, fabrico quinhentos bumerangues por mês.” Essa paixão pelo esporte já “contaminou” a família Borges. Tanto que o primo de Leandro, o estudante Daniel Ferreira Borges,18, já dá seus primeiros passos no esporte. “Sempre acompanhava meu primo durante seus treinamentos. Comecei a trabalhar na fábrica com ele e peguei tanto gosto que passei a treinar também”, disse. Os bumerangues são fabricados em uma pequena oficina de marcenaria localizada na Vila Rezende. Os modelos mais simples, indicados para iniciantes no esporte, custam R$ 5, e os mais sofisticados, especiais para competição, são vendidos por até R$ 50. A história do bumerangue é extensa. O mais antigo objeto do gênero, datado de 23 mil anos antes de Cristo, foi encontrado na Polônia em 1987. Bumerangues foram encontrados em diferentes regiões do globo como na Europa, Egito (4 mil anos) e Austrália (9 mil anos). Foi exatamente na terra dos Aborígenes, onde era usado como arma de caça, que se deu o maior desenvolvimento do artefato. Os europeus só voltaram a ter contato com o objeto após a descoberta da Oceania. Hoje, o bumerangue é usado como artigo esportivo. No Brasil, onde o esporte é praticado desde a década de 1980, apenas neste ano foi fundada a ABB (Associação Brasileira de Bumerangue) cujo número de associados é de 53 pessoas.

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