“A Petrobras e a Cetesb tinham a informação do passivo ambiental desde setembro e nós não fomos informados”. A afirmação do promotor Fernando de Andrade Martins dá conta de que a intervenção no Cire Auto Posto poderia ter sido feita há mais tempo, mas, talvez por omissão, o problema foi protelado.
O promotor disse que achou estranho o fato de faltar folhas no laudo de passivo ambiental do posto e convocou o gerente regional da Petrobras para uma audiência no dia 8 de novembro. “Foi nesse dia que tomei conhecimento dos fatos. Até então, ninguém havia avisado ao Ministério Público”, disse.
No dia, o promotor determinou uma inspeção imediata quando foi verificado que havia meio metro de gasolina por cima da água. “Aquilo virou uma bomba que pode implodir a qualquer momento. Por isso, a intervenção imediata.”
A partir da interdição, na terça-feira, o dono do posto tem cinco dias para retirar a gasolina dos tanques. Caso não cumpra a determinação, a multa será de R$ 50 mil por dia.
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