Quatro dias após a interdição pelo Ministério Público por vazamento de gasolina nos tanques subterrâneos, o proprietário do Cire Auto Posto, localizado na Avenida Champagnat, esquina com a Rua Monsenhor Rosa, decidiu colocar uma placa informando aos motoristas que o local está em manutenção. Mas, de acordo com a Promotoria do Meio Ambiente, isso não basta. O combustível dos tanques deve ser retirado até segunda-feira, 20, e levado para um local de conhecimento da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
Apesar do perigo, o posto não está isolado. Comerciantes e moradores próximos ao local se dizem aliviados com a atitude tomada pelo Ministério Público, mas ainda estão preocupados com o risco que o vazamento pode causar, até mesmo o mais grave deles, que é uma explosão. “Acredito que as pessoas não imaginavam que a situação tivesse chegado a esse ponto. Dá muito medo saber que estamos muito próximos de uma bomba-relógio.
Vamos torcer para que nada aconteça, mesmo porque as providências já foram tomadas. Agora, é esperar para ver se o proprietário vai realmente trocar os tanques de combustíveis”, disse um comerciante que pediu para não ser identificado.
Segundo um morador da Rua Monsenhor Rosa, a divulgação da notícia pelo jornal deixou as pessoas em alerta. “Precisamos saber o que está acontecendo à nossa volta. Aliás, acredito que temos esse direito. Agora, o mínimo que podemos fazer é ficar atentos e esperar que o dono do posto cumpra o que determina a Justiça.”
O Cire Auto Posto tem 33 anos e de acordo com David Faleiros, técnico da Cetesb, o vazamento pode ter começado há muitos anos.
Laudos feitos neste ano por perito contratado pelo proprietário atestaram, porém, que não havia passivo ambiental, ou seja, nem o solo, nem o lençol freático haviam sido contaminados. O passivo ambiental só foi comprovado no dia 8 de novembro, quando o promotor Fernando de Andrade Martins foi até o local acompanhado do técnico da Cetesb, que fez uma nova inspeção.
Resultado: foi verificado pelo menos meio metro de gasolina abaixo do solo. “Era muito combustível. Quando vimos, até assustamos”, disse Davi.
O promotor ingressou de imediato com pedido de interdição e, agora, o dono do posto tem até segunda-feira para fazer a retirada do combustível dos tanques. Depois disso, terá de trocar todos os tanques e, se necessário, fazer a retirada do solo que tiver sido atingido pelo vazamento.
O Comércio tentou ouvir o proprietário do posto ontem, mas ele não foi localizado. O telefone esteve desligado durante todo o dia e, no local, funcionários disseram que ele não estava.
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