“Vários advogados são sócios de facções criminosas


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O deputado Neucimar Braga (PL-ES), vice-presidente da CPI do Tráfico de Armas da Câmara Federal, parece estar indignado. Ele foi um dos que lutaram para que a CPI pedisse, no texto do relatório final, o indiciamento de todos os advogados citados nos relatórios como membros do crime organizado. Ontem, em entrevista ao vivo no programa Fale sem Medo, da Rádio Difusora AM (1.030 kHz), ele enfatizou a necessidade de se investigar mais a fundo o envolvimento destes profissionais com facções criminosas. “Este assunto esteve longe do processo de discussão por muito tempo. Vários advogados são sócios de facções criminosas e é a única ca-tegoria profissional que recebe dinheiro do crime organizado. Já estamos discutindo com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) a origem do dinheiro com o qual os honorários advocatícios são pagos”, declarou Neucimar. O combate a advogados supostamente envolvidos com o crime organizado é mais um duro golpe contra a categoria e vem uma semana depois em que a seccional de São Paulo lançou uma lista com os nomes de autoridades que supostamente haviam desacatado advogados no exercício de suas funções, o que a OAB chama de “prerrogativas feridas”. Na lista, estava, dentre outros nomes, o do delegado francano Alan Bazalha Lopes, que prometeu processar a entidade por danos materiais e morais. Curiosamente, a “lista negra” da OAB não possui ne-nhuma autoridade presa ou sob suspeita de crime. Na lista pré-divulgada pelo deputado federal Neucimar Fraga, há quatro advogadas. Três estão na cadeia. Só Adriana Telini está livre.

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