Radialista é investigado pelo estupro de menina


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A idolatria de uma menina de 12 anos a um radialista de Franca virou caso de polícia. A garota alega ter mantido relações sexuais com o rapaz, o que configura o crime de estupro presumido. Revoltada com a suposta violência, a mãe dela procurou a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e registrou um Boletim de Ocorrência. Um inquérito policial de averiguação de estupro foi aberto para apurar os fatos. O radialista nega as acusações e afirma ser vítima de armação. A denúncia foi feita pela mãe da criança na última segunda-feira. Ela teria descoberto na semana passada que a filha estaria se relacionando com o radialista desde agosto. Ambos teriam se encontrado duas vezes, mas mantido relações sexuais apenas na última. Na manhã de ontem, a mulher recebeu a reportagem em sua casa, na zona norte de Franca. Ela não quis gravar entrevista. Disse que tomou conhecimento do estupro ao ler anotações feitas pela filha em um diário. Em uma resposta de questionário, a garota respondeu que não era mais virgem. Assustada com a descoberta, a mulher foi conversar com a menina, que desconversou, dizendo que era brincadeira. A justificativa não convenceu a mãe, que a levou para ser examinada em um consultório particular. De acordo com a mulher, o exame teria dado positivo. Ela pressionou a filha em busca de informações e ouviu a confissão que estaria saindo com o radialista. Foi quando a mãe esteve na delegacia para denunciar o caso. “Ele nega as acusações e diz que não fez nada com a garota, que é uma velha conhecida e está sempre mandando carta para todos os locutores, algumas com apelos sexuais. Um dia, ele deu um corte na menina e disse que contaria as atitudes à mãe dela. Agora, acredita que ela esteja fazendo alguma armação”, disse um colega de trabalho do acusado. O radialista esteve espontaneamente na sede da DDM, ontem pela manhã, e disse ser acusado injustamente. Seu depoimento ainda não foi colhido. “A denúncia é séria e precisa ser investigada com cautela. Preciso conversar melhor com a mãe e a garota para apurar os fatos. Também requisitarei as cartas e ouvirei testemunhas. O radialista será o último a ser ouvido. Mesmo se a relação tiver sido consentida, o crime de estupro fica configurado, pois, aos 12 anos, ela não tem condições de tomar decisão”, declarou a delegada Graciela Ambrósio. A menina foi submetida a exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) para constatar a suposta violência sexual. A pena para o crime de estupro é de seis a dez anos de reclusão.

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