Após um período de trégua, os problemas de atendimento e prestação de serviços do Pronto-socorro “Doutor Janjão” voltaram. A dona de casa Aparecida de Fátima Osório, 37, esperou três horas por uma ambulância, após ser atendida no local, na madrugada de ontem.
“Eu estava vendo duas ambulâncias paradas na porta e os funcionários diziam que a ordem que recebem da Secretaria de Saúde é que o transporte é utilizado somente por pacientes acamados ou de cadeira de rodas”, disse Aparecida.
A paciente, moradora do Leporace, está em recuperação de uma cirurgia para a retirada do útero, realizada há 28 dias. Não pode andar, agachar nem pegar peso. Na madrugada, Aparecida teve uma crise de bronquite e ligou para a irmã.
“Ela estava com muita falta de ar e chamamos uma ambulância que veio nos buscar imediatamente”, disse a irmã, Roseli Osório, 42.
Após ser atendida e medicada no Pronto-Socorro, as duas não tinham condições de voltar para casa.
“Falamos com as enfermeiras e elas disseram que não poderiam fazer nada. Ficamos sentadas das 4 às 7 horas da manhã”, contou Aparecida.
Preocupada com a irmã, que sentia dores, por causa da cirurgia e se sentindo humilhada, Roseli ligou para a Polícia Militar e foi orientada a pedir ajuda à Guarda Civil. O problema não foi resolvido e, dez minutos depois, uma nova ligação para a polícia foi feita.
“Quando a viatura chegou e os policiais foram conversar com os funcionários do posto de saúde, eles disseram que a ambulância podia nos levar. Eles tratam a gente muito mal, ficam rindo da nossa cara. É muita humilhação”, desabafou Roseli.
A reportagem do Comércio da Franca procurou novamente o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, para esclarecer o assunto, mas ele não foi encontrado nem retornou nenhuma das ligações efetuadas a seu gabinete.
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