A assessoria de imprensa da Santa Casa afirmou que a demora de quase 20 horas na internação do molineiro Cleiton Sérgio da Silva, 26, ocorreu por um erro de comunicação. “Os faxes não estavam legíveis. No nosso convênio com a Prefeitura, ficou estabelecido que a nossa comunicação seria feita através de fax. Nesses casos, não adiantam telefonemas”, disse a assessora de imprensa, Jacinta Sad.
Contrariando a família do paciente, a assessora informou que a Santa Casa só recebeu dois faxes e não quatro como relatou a irmã do paciente, Rachel da Silva. “Recebemos um à meia-noite do dia 14 e outro às 12h19 do dia 15. Além de não estarem legíveis, faltavam alguns exames e, por isso, foram negados os pedidos de internação”, disse Jacinta. Segundo a família, os médicos do Janjão já haviam feito os exames necessários para a internação. “Tanto que, quando polícia interveio vinte horas depois do meu irmão dar entrada, eles internaram”, disse Rachel.
Buscando respostas para a demora de atendimento, a reportagem do Comércio procurou o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, seis vezes durante todo o dia. A primeira ligação foi às 10h20; a secretária Rose disse que ele só voltaria após o almoço. Procurado novamente às 14 horas, a secretária informou que ele ainda não havia chegado à secretaria.
Por volta das 15 horas, uma nova ligação foi efetuada. A informação foi de que o secretário estava em uma reunião na Prefeitura. No celular, a ligação não foi atendida, foi deixado um recado na secretária eletrônica. Não houve resposta.
No final da tarde, por volta das 17h10, uma nova tentativa foi feita e a secretária informou que ele não havia retornado da reunião no Paço Municipal. A essa hora, o celular já estava desligado e não houve contato.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.