Thullio César Gaia Fonseca, 9, brincava em um terreno baldio, por volta das 19 horas de domingo, próximo a sua casa, no Bairro Miramontes, e foi picado por uma cobra coral. Ele foi socorrido por familiares e teve de ser medicado na Santa Casa.
O terreno onde a criança foi mordida pelo réptil fica na Rua Visconde de Taunay. Thullio colocou a mão em um buraco no tronco de uma árvore caída no local e recebeu o bote. A cobra foi identificada como sendo da espécie Micrurus fulvius, popularmente chamada de coral.
Segundo o menino, ao ser picado, ele observou que sua mão começou a apresentar manchas roxas e sua visão ficou embaçada. “Senti muita dor. Vi que era uma cobra pequena. Ela tinha três cores. Vermelho, preto e branco”, disse.
Rapidamente vizinhos se mobilizaram para levar o garoto à Santa Casa. Os médicos foram informados do ocorrido e trataram de aplicar o soro antiofídico para combater o veneno da cobra. O garoto ficou internado e foi liberado na tarde de ontem.
Não é a primeira vez que a família de Thullio enfrenta este tipo de problema. Ha cerca de três meses ele foi mordido por outra cobra no mesmo terreno. A mãe do estudante afirmou que o caso não foi tão grave como este porque a cobra não era venenosa. “Esse terreno é cheio de mato e ninguém tem sossego. Já proibi meu filho de entrar nele, mas criança é difícil. Eles precisavam limpar com mais freqüência esta área”, disse a professora Izabel Aparecida Gaia, 43, mãe de Thullio.
O terreno onde o garoto estava brincando tem gerado reclamações dos moradores do bairro. “Existem outras duas áreas nesta mesma rua onde as crianças correm o risco de serem atacadas por cobras ou escorpiões. Alguém precisa fazer alguma coisa, antes que uma tragédia aconteça”, concluiu a comerciante Vera Lúcia que é tia de Thullio e mora próximo ao local.
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