‘Meu filho está mais atencioso’, diz mãe


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Para a dona de casa Rosemara dos Santos, mãe de Jheck de Oliveira, só o fato de conseguir transferir o único filho para casa é a realização de um sonho. Vê-lo “melhor” e ouvir de especialistas que a doença está estacionada é outra vitória. Como os médicos, Rose percebe mudanças no comportamento de Jheck. Para ela, o garoto está mais perceptivo. “Só de entrar no quarto e conversar, ele já vira o rostinho para o meu lado. Nem preciso falar de pertinho no ouvido dele que já reage. Ele está mais atencioso desde que veio para casa.” O tempo que necessita do aparelho de respiração artificial também diminuiu. “Na UTI, ele chegava a ficar direto com aparelho. Hoje o coloco só nos horários determinados e durante a noite. A necessidade do equipamento diminui.” O irmão, a fisioterapeuta e a enfermeira do Hospital Unimed a ajudam na rotina de horários rigorosos de cuidados com a criança. São seis dietas ao dia, as medicações, banho, alimentação por sonda e passeios na cadeira de roda ao redor da casa. Com tantas tarefas, a dedicação à criança precisa ser praticamente integral, entre 7 horas e meia-noite, diariamente. Apesar do cansaço, Rose está mais de feliz por poder tratar da criança fora do ambiente hospitalar. Jheck ficou internado na UTI do Hospital Unimed por dez meses e durante esse tempo ela passava pela instituição todos os dias para visitá-lo. “É claro que tenho dificuldades para dar conta de tudo que meu filho precisa aqui em casa, mas ele é a razão da minha vida e só o fato de tê-lo aqui ao meu lado me dá ânimo.”

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