Em casa, doença de Jheck pára de evoluir


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Rosemara Souza beija o filho Jheck Brenner na cama da mini-UTI montada na casa deles
Rosemara Souza beija o filho Jheck Brenner na cama da mini-UTI montada na casa deles
Exatos nove meses após a mudança, os médicos Luiz Peixe e Rita Berteli Fontes afirmam que levar o pequeno Jheck Brenner de Oliveira, 6, para casa, foi uma decisão acertada. Ele deixou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Unimed no dia 16 de fevereiro para viver numa miniUTI domiciliar sob os cuidados da mãe, Rosemara Souza, 24. Jheck sofre de uma doença degenerativa rara e incurável, que, com o tempo, paralisa o corpo. O garoto já não fala, não anda nem movimenta braços e pernas. Apesar do caráter evolutivo, os profissionais disseram que a doença estacionou e o garoto já consegue passar longos períodos sem depender de aparelhos. Os dois médicos atribuem isso ao fato dele estar sendo cuidado pela mãe em casa. O garoto ainda depende de fraldas, é alimentado por sonda, tem horários rigorosos de medicação e utiliza um respirador artificial, mas o ambiente aconchegante, a atenção recebida da mãe e menor risco de infecções contribuíram para minimizar as conseqüências do problema. “Não consideramos uma involução da doença, só que ela está estagnada. Acredito que o fator determinante para isso é o ambiente domiciliar. Bem menos estressante que na UTI do hospital”, disse Luiz Peixe, diretor-clínico da Unimed que acompanha o caso. A pediatra Rita Berteli, que trata de Jheck, concorda. “O Jheck está estável. É melhor ele ficar em casa, pois reduz os risco de infecções hospitalares, além do vínculo filho e mãe ser fantástico”, disse a médica. O quadro do garoto continua irreversível. Ele não consegue produzir as enzimas necessárias para que o cérebro envie comandos ao organismo. Aos poucos, seus membros vão atrofiando. QUEM É A história de Jheck ficou mundialmente conhecida depois que seu pai, Jeson de Oliveira, anunciou que pediria na Justiça a eutanásia do filho. A notícia foi publicada com exclusividade pelo Comércio da Franca em agosto de 2005. Ele chegou a procurar advogado para elaborar a ação, mas, após ler o apelo da mãe em uma carta, desistiu. Na época, Jheck estava com 4 anos e internado no Hospital Unimed havia quatro meses.

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