Militante se desliga do MLST depois do ato


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No meio dos sem-terra que aguardavam a vez para depor, estava Danilo Faria, 24, que trabalha como lavrador em uma fazenda em Batatais. Ele disse que entrou para o MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) no mês de maio na esperança de conseguir um lote. Seu primeiro ato com o grupo foi a viagem à capital federal no dia 6 de junho. Para ele, a oportunidade de conhecer Brasília. Faria se assustou com o resultado. “Falaram que o grupo era pacífico e fiquei surpreso com o que vi”, disse. Assim como os demais militantes, ficou preso em um Ginásio de Esportes por mais de 24 horas. Quando retornou para Batatais, resolveu deixar o MLST. “Não era o que eu imaginava. Pode ser muito arriscado e eu tenho filho pequeno. Nunca tinha me envolvido com polícia e agora fui intimado”, disse Faria, que estava acompanhado de um advogado. Os depoimentos de Danilo Faria e dos demais sem-terra começaram pouco depois das 8 horas e se arrastaram por toda a tarde. Ao fim da sessão, os militantes foram colocados em uma sala reservada e só foram liberados depois que todos foram ouvidos. O supervisor federal criminal Rinaldo Carvalho Abib disse que a medida foi tomada para evitar a troca de informações entre o grupo. Ao contrário do que temia a Polícia Federal, não houve manifestação por parte dos sem-terra e apenas um pequeno grupo ficou na frente da sede da Justiça Federal de Franca, localizada na Avenida Presidente Vargas.

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