Sem-terra depõem e garantem: ‘Nós não quebramos nada’


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Militantes dos sem-terra da região de Franca aguardavam na manhã de ontem a vez para prestar depoimento
Militantes dos sem-terra da região de Franca aguardavam na manhã de ontem a vez para prestar depoimento
A Justiça Federal de Franca colheu ontem o depoimento de 30 militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) da região de Franca que participaram do quebra-quebra no Congresso Nacional no dia 6 de junho deste ano. Dos 32 intimados, dois não compareceram e deverão agora procurar a Justiça Federal para agendar uma nova data ou serão julgados à revelia. Todos foram afirmaram não terem participado da confusão em Brasília. Os sem-terra são acusados de formação de quadrilha, lesões corporais leves e graves, dano ao patrimônio público, crime contra a segurança nacional e resistência qualificada. Durante o ato, um segurança ficou gravemente ferido e vários equipamentos eletrônicos foram destruídos. Os prejuízos ultrapassaram os R$ 100 mil. Os sem-terra intimados foram orientados por um advogado de Franca e outro de Brasília, que responde pelo grupo nacional. “Como a maioria nunca tinha prestado depoimento, receberam orientação”, disse Jean Gomes, que faz parte da coordenação regional do MLST e também foi intimado. Outro ouvido foi David Pereira da Silva (Paraná), que ficou preso 40 dias no Centro Penitenciário da Papuda no Distrito Federal por causa do quebra-quebra. Ele se defendeu das acusações. “Não participei da quebradeira. Eu já tinha entrado no Congresso e estava em outra sala”, defende-se. Os depoimentos dos militantes da região serão encaminhados para Brasília (DF) por onde está correndo o processo. Ao todo, serão ouvidos 116 sem-terra em todo Brasil dos mais de 400 que participaram do ato. Os depoimentos foram coletados pelo juiz Marcelo Duarte da Silva e acompanhado por agentes federais vindos de Ribeirão Preto.

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