Combustível vaza e risco de explosão em posto de gasolina é real, adverte Cetesb


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Frentistas cumprem horário no Cire Auto Posto, mas não abastecem carros por determinação da Justiça: laudo comprova que combustível vazou
Frentistas cumprem horário no Cire Auto Posto, mas não abastecem carros por determinação da Justiça: laudo comprova que combustível vazou
O Cire Auto Posto, localizado no Centro de Franca, corre o risco de explodir. Um laudo feito pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) comprovou que o combustível armazenado nos tanques subterrâneos existentes no local vazou. O subsolo já foi atingido e o lençol freático de Franca (uma espécie de rio subterrâneo) também pode ter sido contaminado. As autoridades ambientais não informam a dimensão do risco de explosão, mas são categóricas: ele existe. Para medir o tamanho da ameaça, na tarde de segunda-feira, dia 13, o promotor do Meio Ambiente, Fernando de Andrade Martins, pediu a interdição do local, concedida ontem pela Justiça. Os donos agora têm cinco dias para liberar a área para que os exames necessários possam ser feitos. “Se não cumprirem a determinação, pagarão multa diária de R$ 50 mil”, disse o promotor. Para analisar os danos provocados pelo vazamento, será necessária a retirada do combustível restante nos tanques. Durante o procedimento, a área pode ser isolada. O trabalho será acompanhado pela Cetesb e Defesa Civil e, com base no que for descoberto, os dois órgãos decidirão se há a necessidade da desocupação de imóveis próximos ao posto durante a ação. “Os técnicos examinarão o nível de oxigênio, o que determinará as margens de risco. Se necessário, farão um cordão de isolamento”, afirmou o Martins. Além do risco de explosão, o promotor alerta os moradores da região onde o posto está instalado para que não usem a água de poços artesianos enquanto não for realizada a recuperação do solo. “No local há um declive, esse combustível pode ter escorrido de maneira mais rápida e atingido o lençol freático de onde normalmente é coletada a água desses poços, por isso o alerta”. Após esvaziar os tanques, os proprietários terão trinta dias para trocá-los - procedimento que segundo a Cetesb já deveria ter sido feito - e recuperar os danos que tiverem sido provocados no solo e no lençol freático. “Provavelmente, será necessário fazer a retirada de toda a parte do solo que tiver sido atingida pelo vazamento, mas isso só saberemos depois que esvaziarmos os tanques”, disse o superintendente da Cetesb, Francisco Setti. OS DONOS Na tarde de ontem, o Comércio tentou contato com o dono do posto e segundo a secretária, que atendeu pelo interfone, ele não estava, mas ligaria para a redação do jornal. No final do dia, como não ligou, a reportagem tentou contato por telefone, sem sucesso. Até o fechamento desta edição, o dono do Posto Cire não havia sido localizado.

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