Esqueça a figura da senhora de óculos de armações grossas e olhar por sobre eles fixos nos seus, com os cotovelos encostados no balcão, lápis na boca te perguntando: “Qual o livro vai querer?” Ser bibliotecário é um trabalho que vai além do atendimento ao público nas (poucas) bibliotecas do País. O profissional sabe catalogar, classificar, arquivar, atualizar e conservar os acervos de bibliotecas, mapotecas e serviços de documentação. Somando as novas tecnologias de informação, das quais o bibliotecário tem de estar a par, pode-se dizer que a profissão ganha dimensões imensuráveis quando se tem idéia da quantidade de informações em todas as áreas do conhecimento pelas quais este profissional é responsável.
Da mesma forma que as informações sofreram mudanças e transformações com o surgimento de novas ferramentas, como a internet, computadores, CD-ROMs, CDs, DVDs e fitas de vídeo, a informática também veio para auxiliar o profissional. Fazem parte do currículo geral temas como gestão da informação, análise de documentos, novas tecnologias em informação, arquivos históricos e empresariais, conservação e restauração de obras raras. No final do curso, o aluno faz um estágio profissional, na maioria das vezes remunerado. E as chances de ser absorvido pelo mercado, segundo a professora Evanda Verri Paulino, coordenadora acadêmica da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fespsp (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), são grandes.
De acordo com ela, a profissão é de alta empregabilidade. “Cerca de 90% dos estudantes conseguem estágios ou empregos nos primeiros anos do curso”, afirma Evanda Verri. O mercado de trabalho é amplo, tendo, além de bibliotecas e arquivos, editoras, jornais e revistas, bancos e órgãos públicos como alguns dos principais locais onde podem ser absorvidos depois de formados. O vencimento varia entre 10 e 12 salários mínimos no início de carreira, de acordo com o Conselho Federal de Biblioteconomia. O estudante ainda pode seguir carreira de pesquisador, se candidatando a bolsas de estudo em órgãos governamentais.
Seja qual for o destino profissional, o bibliotecário precisa ter boa formação cultural, facilidade de comunicação e interesse em manter-se sempre atualizado em todas as áreas. Dominar pelo menos duas línguas estrangeiras, de preferência inglês e espanhol, é básico.
Fonte: http://aprendiz.uol.com.br
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