A Polícia Federal de Franca ouvirá, nesta quinta-feira, os 32 militantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) intimados a prestar depoimento sobre o quebra-quebra no Congresso Nacional, em Brasília, no dia 6 de maio deste ano, quando mais de 400 sem-terra invadiram o Congresso durante uma manifestação.
Os depoimentos começarão às 8 horas e serão acompanhados pelo advogado dos sem-terra, José Antônio de Castro. Da coordenação do movimento da região serão ouvidos Jean Gomes, Sonilda Silva e David Pereira da Silva (Paraná), que ficou preso mais de 30 dias no Centro Penitenciário da Papuda, em Brasília.
A Polícia também intimou Marcos Praxedes, da coordenação de Ribeirão Preto, que no dia 6 de maio acompanhava o grupo de Franca. Ele também ficou preso na época e será ouvido em Ribeirão Preto.
Vilmar Silva esteve em Brasília, mas ainda não foi intimado a prestar esclarecimentos. Ele disse que o grupo se reuniu para orientar os militantes convocados sobre como proceder durante os depoimentos. “O nosso grupo não estava no pelotão de frente e não teve muita participação na manifestação”, defende-se Silva, que se diz tranqüilo. “A gente sabia que isso ia acontecer.
Sabíamos das conseqüências”, afirmou.
O advogado dos sem-terra também falou sobre o assunto. “Na hora da manifestação, o pessoal perdeu o controle”, disse.
Atualmente, o MLST mantém um acampamento na Fazenda Santa Cruz, em Cristais Paulista, onde quase 300 sem-terra aguardam uma definição do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) de Brasília, que poderá fazer uma avaliação da propriedade.
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