Uma injeção de ânimo


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A ONG (organização não-governamental) Franca Viva figura entre as mais atuantes da cidade. Com respaldo do Magazine Luiza e outros parceiros, mantém projetos diversificados: cursos de preparação para o setor comercial, informática, dança, coral e artesanato. Todos gratuitos. O grupo de cidadania nasceu em 1998 para dar uma verdadeira injeção de ânimo na cidade, que passava por problemas no setor calçadista e a comunidade vivia um período de baixa estima. Sob liderança da empresária Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, superintendente do Magazine Luiza, 12 amigos se uniram para movimentar Franca. Eles organizaram uma passeata e conseguiram reunir 45 mil participantes. Foi a largada para uma trajetória de sucesso e responsabilidade. Depois da caminhada, foram promovidos mutirões de incentivo à coleta seletiva e outras atividades. Um dos destaques na história da ONG, formalizada em 2001, é a revitalização da Praça Nossa Senhora da Conceição. O espaço estava abandonado. A entidade conseguiu patrocínio de R$ 400 mil do Unibanco e recuperou a praça. As estátuas, o relógio do sol e o piso foram restaurados, o paisagismo, refeito, e o caramanchão, substituído por um mais moderno. A entrega foi um presente a Franca no aniversário de 2002. Os projetos ganharam um outro viés há seis anos com a instalação de um laboratório de informática na Casa da Cidadania, a sede, no Jardim Consolação. Mas com pequena procura, a equipe decidiu levar, literalmente, o ensino aos bairros da periferia. Em novembro de 2004, foi lançada uma escola de informática montada dentro de um ônibus. “Notamos a dificuldade de locomoção até a Casa da Cidadania e pensamos: ‘Se Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé’”, disse Maria Izabel Mendes, tesoureira e coordenadora dos projetos da ONG. Em dois anos, são 720 formandos só na unidade itinerante que passou pelo Aeroporto, Jardim Aviação, City Petrópolis. “É um trabalho perfeito. Está dentro da nossa meta. É uma grande satisfação levar ensino básico de computação para pessoas sem condições”, disse Fernando Dagoberto, coordenador da unidade móvel de informática. O próximo bairro a recebê-la é o Jardim Tropical. Às sextas-feiras, o ônibus fica aberto para outros moradores usarem para trabalhos e pesquisas. Além de ensinar programas no computador, a ONG Franca Viva optou por cultivar hortas nos bairros onde o ônibus estaciona. O City Petrópolis foi o primeiro a receber mudas de alface, almeirão, abóbora, salsinha, que são doados às famílias dos estudantes. “É uma forma de deixar algo nos locais pelos quais passarmos”, disse Fernando.

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