Terminado o processo eleitoral no Brasil e já apurados os resultados do pleito, prepara-se o governo brasileiro para acelerar a discussão das exigências formuladas pela Bolívia no sentido de ampliar as novas pretensões formuladas àquele país.
Dias atrás, o jornal “Estadão” pôs em relevo o vulto e as conseqüências “dos novos contratos de San Alberto”, pelos quais a Petrobras se veria constrangida a pagar mais dólares pelas negociações, sob pena de negar-se ao cumprimento das novas tarifas. E chegou-se às raias de uma situação de galhofa do ministro Carlos Contreras, ao dizer à imprensa “que o Brasil faria um belo presente à Bolívia se chegasse a esse ato de bondade”. Aliás, o “Estadão” também frisou que diminuiria o vulto dos problemas se, acertado o preço do gás, se resolvesse “também a aquisição das duas refinarias”.
O pior nas atuais condições de discussão dos problemas com a Bolívia, aliás, é o envolvimento da Argentina na disputa dos negócios. A imprensa está pondo em relevo o aumento do preço do gás a US$ 3,5. E isso afetará as novas aquisições. Depois dessa dificuldade, uma outra e com razões ideológicas está se anunciando para perturbar o Brasil, logo agora que a reeleição de Lula se prepara para as festas internacionais de sua vitória.
Lula, após o resultado da apuração das eleições, encontrará uma nova realidade parlamentar no País. E essa realidade vai encontrar outras, diferentes, das que a Nação mostrará no dia 1.º de janeiro. Numa nova realidade parlamentar para o ano de 2007, haverá mudanças significativas: em São Paulo, o PSDB vai à frente com 16 deputados; o PT forma a segunda bancada, com 13; depois, o restante do corpo parlamentar será fragmentado em outros 15 grupos, formados por minorias que vão se aglutinar em torno de conveniências partidárias. No entanto, o presidente Lula acaba de afirmar que pretende organizar seu governo em torno de uma considerável coalizão política, capaz de vencer os desafios previstos para o progresso do País. Dentro dessa paisagem e dessas perspectivas do novo poder político renovado, é justo esperar uma nova era da vida do povo brasileiro!
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