‘Mãe não precisa de mais sofrimento’, diz psicóloga


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“Se tem alguém que não precisa de execração pública é essa mãe”. Com essas palavras, a psicóloga Vanessa Maranha sinaliza o que pode significar para a dona de casa ECSA uma atitude como a tomada pelo clero francano, de recriminar sua decisão em meio aos fiéis, durante a missa deste domingo. Para ela, a condenação pública só aumentará o sofrimento da mãe. Embora a nota não cite o nome da dona de casa ECSA, na opinião de Vanessa, as pessoas próximas a ela sabem de quem se trata, “além dela própria certamente sofrer com essa situação”. A psicóloga explica que a mãe que precisou tomar a decisão de abortar já sofre um enorme trauma, depressão, dramas de consciência, além de diversas outras seqüelas psicológicas. “A intensidade desse drama varia de mulher para mulher, mas é inegável que ele existe”, disse. Na opinião de Vanessa, a mãe necessita é de apoio psicológico e cuidados e não de “ser crucificada pela Igreja”. “Para algumas mães, a própria gravidez já causa alterações psicológicas complicadas. Descobrir que está gerando um filho anencefálico aos seis meses de gestação é um choque muito grande. Aguardar até a Justiça autorizar a interrupção da gravidez deve ser terrível. Tomar a decisão de antecipar a retirada do feto é outra coisa difícil. Um julgamento público é, certamente, mais um trauma. Esta mulher já deve estar sofrendo bastante. A Igreja não deveria se valer desse episódio para reafirmar seus posicionamentos, que todos já sabem quais são”, concluiu.

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