Pouco mais de uma hora de discussão, e o acordo para que a Liga Amador de Futebol assumisse o departamento de futebol da Francana e buscasse captar recursos foi concretizado. A reunião entre diretoria do clube e presidência da entidade aconteceu no consultório do presidente do clube, José Lancha Filho, sábado à tarde.
Do lado de fora da sala de reunião, os parceiros apresentaram muitas idéias para conseguir dinheiro e afirmaram ter uma uma convicção: a ajuda da Prefeitura é necessária para aglutinar outros patrocinadores. “A Prefeitura é um caminho para que outros apoiadores também acreditem no clube”, disse o diretor Telmo Barbosa.
A primeira missão do grupo é agendar uma audiência com o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para discutir o repasse da verba municipal e um possível aumento no valor previsto de R$ 15 mil.
Até o primeiro semestre deste ano, o governo destinava a quantia citada acima para a Francana. O repasse acabou por problemas burocráticos. A origem desse dinheiro é do Banco do Brasil, patrocínio que acaba neste ano. Sidnei concordou em continuar o repasse, que agora seria entregue à Liga, em compensação não sinaliza aumento.
“Segunda-feira de manhã estaremos no gabinete para marcar um encontro com o prefeito. Se ele puder nos atender no mesmo dia será melhor ainda”, adiantou o presidente da LFAF, Eurípedes Gonçalves Silva.
O valor ideal do repasse, segundo ele, seria R$ 30 mil. “Tentaremos conversar com Sidnei e explicar, por meio de um projeto, por que precisamos de uma ajuda maior”, explicou José Lancha. O orçamento estimado do time para disputar a Série A-3 é R$ 50 mil.
Um envolvimento intenso dos torcedores com essa nova fase do clube esmeraldino também é definida como prioritária. O grupo estuda lançar um projeto para obter contribuição mensal voluntária de R$ 1, paga em conta de energia elétrica.
Por parte do empresariado, a presidência da Liga tentou contatar um possível patrocinador de marketing esportivo, mas o encontro foi adiado para a próxima semana. “A ajuda da prefeitura é essencial. Sem a verba municipal, que precisa ser maior, ficará difícil dar certo”, finalizou Eurípedes.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.