O auxiliar de produção Júlio César Peixoto, 25, vai tentar renegociar uma dívida de cerca de R$ 5 mil com a CDHU na próxima semana. O novo emprego da mulher de Júlio César é a esperança de que o casal, pai de um filho de sete anos e, há um mês, esperando outro, possa acabar com a inadimplência.
Em março de 2003, o mutuário comprou um apartamento no Parque Vicente Leporace. Na época, passou a pagar uma mensalidade de R$ 167. Em dezembro de 2003, a mensalidade sofreu um reajuste e passou a valer R$ 198. Ao mesmo tempo, a mulher do auxiliar de produção perdeu o emprego. Desde então, o salário de Peixoto se tornou insuficiente para arcar com as prestações.
Depois de praticamente dois anos sem condições de arcar com as mensalidades, a situação começou a mudar na semana passada. A mulher de Peixoto arrumou novo emprego. No início desta semana, nova boa notícia: a carta da CDHU avisando da chance de renegociação chegou ao apartamento do casal.
“Para mim não é vantagem ficar com isso atrasado e nem para eles”, disse Peixoto. Em busca de quitar a dívida, ele já foi ao escritório regional da companhia em Ribeirão Preto, mas não obteve êxito. “Nem houve conversa. Eles pediram para eu pagar a dívida à vista, o que não dá”. A experiência deixou o mutuário com “um pé atrás” em relação à CDHU, mas não o impedirá de tentar mais uma vez sair da lista de inadimplência da companhia. “Se Deus quiser, dessa vez vai dar certo.”
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