‘O rim artificial mantém a pessoa viva’, diz médico


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O médico especialista em nefrologia Vaner Pedigone foi um dos fundadores do setor de hemodiálise da Santa Casa, em funcionamento há 25 anos. Ele comentou as principais doenças que levam os pacientes a precisarem da diálise para suprir a deficiência dos rins. Comércio da Franca - Em quais situações o paciente é encaminhado para diálise? Vaner Pedigone - Costumo fazer uma comparação: quando se coloca fogo no papel, consegue-se energia e sobram cinzas. Quando a gente come, o organismo absorve a comida, põe fogo nela e vai sobrar lixo dentro do organismo. A função dos rins é exatamente eliminar essas escórias. Se não funcionam, a pessoa precisará de um rim artificial para continuar viva. Comércio - Quais doenças afetam o trabalho dos rins? Vaner - As principais são as nefrites (30% dos casos), hipertensão e diabetes. Consideramos que o paciente necessita de tratamento dialítico quando o funcionamento do rim está abaixo de 10%. Comércio - A diálise é para a vida toda? Vaner - Não há cura para insuficiência renal. A diálise é um procedimento simples, mas o paciente precisa ficar parado numa poltrona por quatro horas. Isso é muito incômodo. A Terapia Renal Substitutiva e transplante renal manterão o paciente vivo. Existe a insuficiência aguda e crônica. A crônica não tem volta e 50% da aguda se torna crônica. Às vezes, quando a causa é hipertensão arterial, o rim pode se recuperar, mas não é uma recuperação em que a pessoa não terá mais de passar pela diálise. Ela sempre vai depender do serviço. Comércio - Quais são os principais sintomas de doenças renais? Vaner - É difícil falar em sintomas. O problema do rim costuma ser secundário a outra causa. De um modo geral, as sensações são como da anemia: fraqueza, dor nas pernas, batedeira, dores de cabeça, a pessoa se cansa facilmente e a pressão sobe também.

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