Talvez a maior novidade do Espaço Cultural Feac seja oferecer um local digno para abrigar a Pinacoteca e o MIS. No caso da Pinacoteca, o acervo, composto por 200 peças, ficará bem acondicionado e haverá exposição constante das obras. Segundo o diretor da Pinacoteca, Wagner Voss, periodicamente serão montadas exposições temáticas. Apesar disso, o saguão do Teatro Municipal, onde a Pinacoteca funcionou nos últimos dois anos, continuará como um local para exposições itinerantes. “É um bom espaço, porque muitas pessoas passam por lá. Só neste ano foram 74 mil visitantes”, avalia Sérgio Menezes, diretor da Divisão de Cultura.
Quanto ao MIS, é uma das grandes apostas desse novo espaço. Há anos relegado ao esquecimento, agora ganhou uma sala específica para expor seu acervo, além de um laboratório de imagem e som.
Nele, serão feitas gravações em áudio de entrevistas com personalidades importantes da cidade, além da digitalização de todo seu acervo. “Museu não é coisa velha. Nós estamos preocupados com a preservação da memória audiovisual da cidade.
A idéia é fazer com que esse museu funcione, seja vivo”, diz Luiz Cláudio Barsoteli, diretor do MIS, Radialista há 40 anos, ele lamenta que muita coisa tenha se perdido desde a fundação do MIS. “Não dá para saber o que se perdeu. Mas sempre aparece alguém atrás de algo que não encontramos”, conta. Estima-se que o acervo do Museu tenha 4,5 mil discos, 600 fitas VHS (que já estão em processo de digitalização) e 3,5 mil fotos.
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