A auxiliar de pesponto Priscilla da Silva, 23, é tia da pequena Kimberlyn. Mesmo sem conhecer a criança, disse que a agonia da espera pela sua chegada foi dolorosa. A preocupação se tornava ainda maior quando se lembrava que ela morava na cadeia onde sua irmã, Fabiana, cumpre pena. “Nós ficávamos angustiados, porque minha irmã é adulta, sabe como lidar com a situação. Mas um bebê nem tem noção do perigo que representa um lugar daqueles”, disse.
O sofrimento aumentava após os relatos de Fabiana sobre o dia-a-dia na prisão em Johannesburgo. “Ela ligava, sempre muito rapidamente, e dizia que as detentas eram muito violentas e que, quando se desentendiam, jogavam água quente umas nas outras. E, além dela, a criança também estava lá, em meio a tudo isso”, relatou Priscilla.
A auxiliar afirmou que desde a prisão de Fabiana a família lutava para que a criança fosse trazida ao País. Recorreu à Embaixada e ao Consulado brasileiros na capital sul-africana, mas não conseguiu ajuda. “Sabíamos que minha irmã teria de pagar pelo erro que cometeu. Então, queríamos resguardar a criança.
Mas nos diziam que só poderiam agir após o nascimento. Daí, a Kimberlyn nasceu e eles não fizeram nada do mesmo jeito”.
Agora, segundo Priscilla, sua missão e dos demais familiares será a de cuidar do bebê até que Fabiana possa voltar para casa, o que deve acontecer em três anos. “Ela pegou pena de oito anos, mas poderá sair antes, por bom comportamento. Quando chegar, encontrará a Kimberlyn bem cuidada, com simplicidade, mas com muito amor também”.
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