Para pais, monitor deveria ser obrigatório


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Dois filhos do professor Valdemir Prando, 42, já utilizaram o transporte escolar oferecido pela Prefeitura. Neste ano, apenas Marcos Paulo, 9, depende do serviço. O outro irmão passou para a 5ª série e pode estudar na escola do bairro onde a família mora, no Jardim Noêmia. Marcos estuda na Escola Estadual “Dante Guedine”, na Vila França, localizada a cerca de 3,5 quilômetros de sua casa. “Saio muito cedo para trabalhar e não dá tempo de levá-lo”, disse o pai. Valdemir está satisfeito com o serviço, mas acha que algumas melhorias são importantes. “Às vezes, está muito lotado e as crianças têm de ir em pé no ônibus; há discussões entre os alunos.” Na opinião dele, a contratação de monitores para acompanhar as rotas dos veículos para as escolas deveria ser lei. “Poderiam contratar pessoas capacitadas para lidar com crianças e adolescentes, colocar os alunos no lugar, evitar que fiquem andando pelo corredor e saiam correndo pelas ruas quando descerem. Se houvesse isso, o menino não teria morrido”. Para a sapateira Renata Pierri, tia do estudante Guilherme Suave, que morreu após descer de um microônibus da Prefeitura e ser atropelado, a presença de monitores nos veículos proporcionaria mais tranqüilidade a pais e estudantes. “O que aconteceu com o Guilherme foi uma fatalidade. Acho que quando as coisas têm de acontecer, acontecem, e talvez a presença de um professor não mudaria a história. Mas se os ônibus andassem com um profissional auxiliar seria bem melhor para inibir o corre-corre e evitar que os alunos atravessem a rua enquanto vem carro”, disse ela.

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