Falta segurança no transporte escolar


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Vans escolares são vistas estacionadas na saída dos alunos da Escola Estadual “Dante Guedine”: Prefeitura admite que há problemas
Vans escolares são vistas estacionadas na saída dos alunos da Escola Estadual “Dante Guedine”: Prefeitura admite que há problemas
A morte do estudante Guilherme Henrique Suave, de 11 anos, na semana passada, poderia ser considerada uma fatalidade. Mas, mais do que isso, ela evidenciou um problema grave e que sinaliza para a possibilidade de outros episódios tristes como esse se repetirem: falta segurança no transporte escolar municipal. Guilherme foi atropelado por uma caminhonete na Avenida Abrahão Brickmann, dia 27 de outubro, após descer de um microônibus da Prefeitura e atravessar a avenida. Ele morava no Leporace e voltava de um campeonato de futebol da Secretaria Municipal de Esportes no Aeroporto. Embora o veículo estivesse em boas condições e o motorista seja treinado, não havia um monitor responsável pela segurança no desembarque desses estudantes. A criança, que estava sob a responsabilidade do poder público, foi deixada - sozinha - em uma das avenidas mais movimentadas da cidade num horário de pico. Guilherme morreu na madrugada do dia 30. O trágico episódio ganha contornos ainda mais preocupantes ao se constatar que essa rotina é repetida diariamente por quase 40 veículos da Prefeitura. Eles transportam 2700 alunos da rede pública municipal que moram na zona rural ou em bairros que ainda não têm escolas. Os veículos que levam a cada viagem mais de dez crianças contam só com um motorista, que é obrigado a dividir a atenção entre o trânsito, as brincadeiras e brigas, e os embarques e desembarques dos alunos. O próprio chefe de transporte municipal de alunos, Almir Caetano Cintra, admite que faltam funcionários. “Nunca transportamos os estudantes com monitores. Nosso departamento já solicitou mais funcionários, mas não tenho previsão de quando isso se tornará realidade.” Segundo ele, apenas três dos 39 veículos em circulação contam com um profissional além do motorista. “Isso porque conduzem portadores de necessidades especiais, que dependem de mais atenção”. Nas vans particulares, o problema se repete. Como não existe obrigação legal de circular com acompanhante, algumas também oferecem riscos. “Nunca tive problemas, mas acho que se tivesse um monitor ficaria bem mais tranqüila. Eu aviso o meu filho para tomar cuidado e sempre que posso o espero em frente de casa para evitar acidentes”, disse a doméstica Célia Domingos, que contratou uma van para levar o filho Leonardo, 10, à escola. Eles moram no Leporace e a criança estuda no Sesi. O veículo não tem monitor. EM ANÁLISE Odair Tristão, secretário de Governo, disse que a princípio não observou irregularidades, mas prometeu verificar a legislação e as circunstâncias do acidente. O secretário afirmou que a Prefeitura vai estudar a possibilidade de disponibilizar monitores para o transporte escolar.

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