A mão-de-obra utilizada na colheita do café na região de Franca gerou aproximadamente R$ 120 milhões entre os meses de maio e setembro deste ano. A estimativa é do presidente da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca e do Conselho Nacional do Café, Maurício Miarelli, que visitou, na tarde de ontem, o Café do Comércio.
Miarelli comemorou os resultados e ressaltou que muitas famílias dependem do trabalho na panha do café de Franca e das cidades vizinhas. “A importância do café de nossa região é enorme. A cada ano, milhares de trabalhadores da Bahia, do Paraná e de outros Estados participam da colheita e sustentam suas famílias com o dinheiro ganho aqui”, disse.
Para ele, as expectativas quanto ao futuro do mercado cafeicultor regional são animadoras. “O Brasil já é o segundo consumidor mundial de café, só perde para os Estados Unidos, e em dez anos será o primeiro. Isso aponta para um aumento na geração de divisas para a região e, claro, na quantidade de vagas de trabalho para as pessoas a cada ano.”
QUALIDADE
A Câmara Setorial de Café divulgou o ranking dos melhores cafés do Estado dentro do 5º Concurso de Qualidade de Café de São Paulo. O cafeicultor de Pedregulho, Itamar Cavalini, ficou em quarto lugar e conseguiu vender a saca de 60 quilos por R$ 1 mil. Uma saca normal sai por R$ 250.
O produtor Divino Garcia Maia, de Altinópolis, ficou em quinto lugar e vendeu a saca por R$ 612. Outro produtor de Altinópolis, Antônio Elias Mellis, ficou em nono lugar e vendeu o café por R$ 399.
O primeiro e segundo lugares foram ocupados por cafeicultores de São Sebastião da Grama, a 157 quilômetros de Franca.
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