Destinar R$ 1 milhão para cirurgias eletivas para pacientes de Franca depende do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Vereadores e especialistas em saúde discutiram a aplicação dos recursos pertencentes à Câmara Municipal nas cirurgias ontem e o secretário de Saúde Alexandre Ferreira é o responsável por acertar o envio de um projeto que autorize o remanejamento. Para que as verbas sejam aproveitadas, o projeto precisa ser aprovado antes do final do ano. Precavido, o presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), já apresentou emenda ao Orçamento de 2007 vinculando uma virtual sobra de recursos às cirurgias.
Os vereadores, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, o promotor de Justiça e Cidadania, Paulo Borges, o superintendente da Santa Casa, Fernando Bueno, Nelson Salomão, representante da Diretoria Regional de Saúde de Franca (DIR 13), Alexandre Durante, representante da Unimed, e Regina Lima, representante do Hospital Regional, foram unânimes: as mais de 5830 pessoas que aguardam uma cirurgia em Franca precisam do dinheiro.
A verba da Câmara seria suficiente para realizar cerca de 2,5 mil operações. Além da Santa Casa, hospital prestador de serviço à rede SUS (Sistema Único de Saúde), para que seja possível fazer o mutirão ainda este ano, a Unimed e o Hospital Regional também realizariam as intervenções.
Em dezembro de 2003, 4673 pessoas estavam à espera de uma cirurgia em Franca. Um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre a Prefeitura e o promotor Paulo Borges à época estabeleceu que o município é obrigado a fazer 2,4 mil cirurgias eletivas por ano, exceto as realizadas em mutirões. Em 2005, o município realizou apenas 2020 intervenções e tem de compensar as 380 restantes em 2006. Somada ao déficit do ano passado, a demanda de casos supera em muito o número de cirurgias realizadas. Desde 2003, a fila de espera por uma operação aumentou mais de 25%.
BATE-BOCA
Em meio à discussão sobre as cirurgias eletivas, o vereador Marcelo Valim (PSDB) e Fernando Bueno, superintendente da Santa Casa, protagonizaram um áspero bate-boca. O tucano criticou a administração do hospital. “Se mandarmos R$ 20 milhões para a Santa Casa hoje, no mês que vem estará faltando verba de novo”, disse. Valim cobrou transparência nas contas do hospital.
Em resposta, Bueno disse que o vereador não tinha conhecimento suficiente para questionar a administração da Santa Casa. O superintendente acusou Valim de fazer campanha sistemática contra o hospital em seu programa de rádio e chegou a afirmar que o tucano “presta um desserviço” para a comunidade. “Tem gente que só fala. Eu sou pago para trabalhar e é isso o que eu faço”, atacou.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.