Os pais de Isabele Vitória Mendes Reis estão processando, por danos materiais e morais, a escola particular onde ocorreram as agressões contra a criança. O inspetor de qualidade Dilermando Reis, 31, disse que as conseqüências do fato são sentidas, até hoje, no dia-a-dia da família e isso o levou a cobrar as responsabilidades na Justiça. Reis disse que a indenização solicitada pode chegar a até mil salários mínimos (R$ 350 mil).
Segundo o inspetor, a decisão foi tomada como “um desabafo”. Ele disse que ficava indignado ao ver as cicatrizes que ficaram no corpo da criança. “Eu acordava durante a noite e ia observá-la. Quando via aquelas marcas, que para mim foram feitas por unhas de adultos, ficava revoltado. Decidi, então, processá-los. Agora, a Justiça é quem vai decidir”, afirmou.
O aspecto financeiro, segundo Reis, também foi atingido após o episódio. Sua mulher, Priscilla Isabele Mendes, teve de abandonar o emprego em um hipermercado que acabara de conseguir e, assim, deixou de colaborar com os ganhos familiares. “Ela ficou traumatizada com tudo isso. Tanto que não confia em deixar nossa filha nem mesmo com parentes para buscar outro emprego. Graças a Deus, estou tendo bastante serviço”, disse.
O advogado que representa a escola, Gilmar Machado da Silva, informou que, até agora, não houve qualquer tipo de notificação judicial sobre o pedido de indenização e que, por isso, não faria declarações. “Por enquanto, não há nada para manifestarmos. Não houve qualquer tipo de comunicação oficial sobre isso e quando minha cliente for, e se for, intimada, começaremos a elaborar nossa estratégia de defesa”.
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