A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca ainda não conseguiu concluir o inquérito que apura agressões sofridas pela pequena Isabele Vitória Mendes Reis, de 10 meses, no interior da escola particular que freqüentava. Ela sofreu ferimentos no rosto, nos braços e no abdômen. A dona da escola alegou que os ferimentos foram causados por outra criança, mas os pais contestaram a versão. O fato ocorreu há exatamente um mês.
Várias testemunhas, das duas partes, já prestaram declarações, mas a falta de um laudo do IML (Instituto Médico Legal) e do depoimento de um pediatra emperram as investigações.
A delegada Graciela David Ambrósio disse, ontem, que aguarda, principalmente, um laudo mais detalhado do médico legista Mauro Tosi, que fez o exame de corpo de delito em Isabele. Ela já requisitou o laudo por escrito duas vezes, mas ainda não obteve retorno. “Requeri respostas para pontos específicos. Sei que a hipótese das mordidas está descartada; agora, quero saber, por exemplo, se outra criança seria capaz de ocasionar os hematomas”.
O depoimento do médico Janilton César Peixoto, que prestou o primeiro atendimento a Isabele, no Pronto-Socorro “Dr. Janjão”, também é aguardado por Graciela. Peixoto não obedeceu à primeira intimação e, ontem, foi intimado novamente. “A impressão inicial que ele teve, por tê-la examinado pouco depois das agressões, poderá somar muito ao inquérito. Sem o laudo e esta oitiva, não tem como concluir as investigações”.
A delegada revelou que, em casos de demora excessiva, poderá representar contra a resistência dos médicos em colaborar com as investigações. “Mas não creio que chegará a um ponto tão extremo”.
Os dois médicos foram procurados nesta terça-feira pela reportagem para explicarem a demora. Mauro Tosi disse que o laudo do IML está sendo elaborado e que deverá ser entregue à DDM “no máximo, até na sexta-feira”. Já Janílton Peixoto não estava de plantão no PS “Janjão” e os funcionários declararam que não poderiam passar seu telefone particular.
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