Seus instrumentos de trabalho já foram muito temidos por crianças e adultos e um dia em um consultório dentário era considerado uma espécie de “dia de tortura”. Nos tempos antigos, suas técnicas eram à base do boticão e alguns, “na melhor das hipóteses”, segundo sugere o livro A História da Odontologia, de Malvin E. Ring, eram barbeiros que se anunciavam como especialistas em extrações dentárias ou ambulantes que atendiam em praça, e esta grande maioria estava, na melhor das hipóteses, constituída por profissionais inaptos e mal treinados”. Hoje, com a profissão regulamentada, o avanço da tecnologia e das pesquisas para criar aparelhos menos “agressivos” e que incomodem menos, aliada a ambientes cada vez com menos cara de consultório e mais aparência de spa de relaxamento, fazer odontologia é um bom caminho para quem gosta de saúde e lida com o público.
O motorzinho - “aquele” do Zuimmm, Zuimmm! - continua lá, a girar e dilapidar as placas de cáries, mas o barulho não é mais o mesmo. Muita coisa mudou. A tecnologia transformou e melhorou a vida dos cirurgiões-dentistas, como são chamados entre seus companheiros. Os equipamentos e materiais estão mais modernos, as cirurgias contam com aparelhos que facilitam tanto durante o procedimento como no pós-operatório, os diagnósticos são feitos com maior precisão e o tempo também foi reduzido.
SE OU NÃO SER?
Quem pensa que para ser dentista basta estar com o diploma na mão, se engana. Para ser um bom dentista, além de cursar a faculdade de odontologia, o profissional precisa gostar de atuar na área da saúde, ter concentração e paciência para lidar com o público e habilidade com as mãos.
O curso de odontologia tem em média duração de 5 anos e abrange matérias que vão da biologia e anatomia humana, passando pela escultura dental até a radiologia. Fora da faculdade, o mercado é amplo e, segundo a coordenadora do curso de odontologia da Unifran, Soraia Marangoni, a carreira é promissora e com muitas oportunidades. “O mercado para o dentista tem crescido muito nos últimos tempos, com o surgimento de novas técnicas e desenvolvimento da profissão, como por exemplo nas áreas de próteses, implantes e principalmente na parte estética”.
As opções vão de clínicas particulares, serviços públicos ou privados, escolas, instituições previdenciárias, sindicatos, empresas e hospitais à carreira de professor e pesquisador.
Depois de graduado, existe também a possibilidade de especializações. Segundo dados de 2004 da revista da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas), pelo menos 42 mil dentistas têm suas especializações reconhecidas pelo CFO (Conselho Federal de Odontologia), em uma das 23 especialidades como endodontia (canais), odontopediatria (tratamento de pacientes de 0 a 14 anos), odontogeriatria (tratamento de pacientes idosos) e pacientes especiais, por exemplo.
A estudante do 4º ano de odontologia da Unifran (Universidade de Franca), Andressa Silveira Pimenta, 21, já escolheu a área em que vai se especializar. “desde a minha adolescência meu sonho sempre foi ser dentista. Eu estou adorando o curso, já fiz vários estágios na área e adoro essa profissão. Vou me formar agora e no começo do ano que vem vou montar um consultório. Além disso, vou fazer alguns cursos e quero me especializar na área de implantes”.
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